Depoimento: “Nasci no município de Icó, num lugar chamado Carnaubal, ali por trás das Três Bodegas. Vivi por vários cantos, mas sempre voltava pra lá. Quando retornei, comecei a ver os cantadores se apresentando — finado João Amaro, Chico Genésio, Antônio Alves, Raimundo Borges, o saudoso Expedito Sobrinho, entre outros. Aquilo foi entrando na minha mente e despertando minha vontade de cantar.
Arrumei uma violinha feita de lata de doce, com corda de nylon, e comecei a cantar para o povo na calçada. O pessoal gostava, e isso só aumentava minha vontade de seguir. Depois nos mudamos para perto de Icó, e minha primeira cantoria foi com o poeta Antônio Hélio. Naquela época, eu nem tinha viola, era um violão, e eu nem sabia tocar ou afinar direito. Antônio Hélio afinou e preparou o instrumento, e nós fizemos a cantoria.
A apresentação aconteceu ali pelas Três Forquilhas e rendeu um bom dinheiro. Fiquei satisfeito e pensei: ‘Agora vou seguir por esse caminho’. A partir daí, fui fazendo cantorias aqui e ali, pegando gosto pela profissão. Fui entrando de vez e, até hoje, sigo vivendo disso.
Não é sempre constante — tem meses com muitas cantorias, outros mais fracos, com três ou quatro apresentações — mas a gente vai levando conforme Deus permite e conforme o povo chama. Quando há convite, a gente vai, canta e faz um baiãozinho.”
01/06/2024 09:23:09 Por J.A
O Projeto Solarengo, é um projeto voltado aos artista de modo geral, garantido a todos aqueles que são formadores de Cultura, o direito de serem vistos e reconhecidos por todos como Artistas.
O Projeto Solarengo, é um projeto voltado aos artista de modo geral, garantido a todos aqueles que são formadores de Cultura, o direito de serem vistos.